Somos uma família que adora animais! Desde que me conheço que me lembro da quinta onde eu e os meus irmãos passávamos férias e de toda a espécie de animas que conviviam connosco!

Mas onde surgem os gatos?

Eu sempre desejei ter gatos, mas como já tinha cães, receava que fossem incompatíveis. E fui adiando esse meu desejo até que certo dia o meu filho apareceu com uma gatinha abandonada. Ainda hesitei, mas ok. Agora só tinha que fazer com que a Margot (a nossa epagneul breton) a aceitasse. Foi mais fácil que eu pensava, bastou pô-las a comer do mesmo prato. A cadela continuava a tentar caçar gatos na rua, mas em casa reconhecia a Miu (uma gatinha europeia um pouco arisca), como um membro da família. Isto prova que existe até um ecossistema familiar, onde todos os animais se adaptam entre si... e não há impossíveis!

Entretanto para fazer companhia à Miu, trouxe o Lucas (um persa chinchila preto silver shaved, lindo). Minha grande ilusão de infância era ter um persa branco, mas apaixonei-me pelo Lucas assim que o vi, e ele foi o bebé lá de casa até á sua trágica morte em 2005. Como eu e os meus filhos ficámos inconsoláveis, pensámos em ter outro gatinho, mas o Lucas era único e não queriamos nada que o lembrasse!

Procurámos outra raça, queriamos um gato grande com muito pêlo e igualmente carinhoso. Também que gostasse de cães, pois tinhamos adoptado mais um cão, abandonado por um caçador e que a minha filha salvou de ser atropelado: o Bidú! Pesquizámos na internet chegámos a esta magnífica raça dos gatos Bosques da Noruega. Investigando, descobrimos que eram gatos, com aspecto de lince, mas tão meigos e dedicados que adoram cães e todos os membros da casa. Enfim, os companheiros ideais para uma família.

Quando vimos o Apollo aos dois meses apaixonámo-nos logo por ele e não lhe resistimos. Ele parecia um leãozinho em ponto pequeno, e aos dois meses e meio já vivia connosco. Entretanto como tenho uma casa grande com terraço e jardim, a ideia de gatil surgiu, embora soubéssemos desde logo que não queriamos muitos gatos, para todos poderem conviver connosco, dentro de casa com todo o amor e atenção. Daí, que esta ideia do gatil apareceu, não com fins lucrativos mas pelo gosto de ter bebés em casa de vez em quando, e também por poder divulgar esta magnífica raça, mas fazendo uma criação séria.

Então iniciamos a busca de uma companheira para o Apollo, e vamos encontrar a Amy, na Alemanha, junto ao Mar do Norte. Ela era doce e linda, aos três meses já vivia connosco. De Espanha trouxemos a Galea, “Leya”, ela chegou aos 4 meses muito brincalhona e independente, mas igualmente meiga.

Entretanto o sonho de ter uma gata branca com olhos díspares, tornou-se realidade em finais de Julho de 2008 quando fui com o meu filho à Holanda buscar a Agnes (Ariana). Quando chegamos fomos logo adoptados por ela, que não nos largava e só queria brincadeira, na realidade tínhamos reservado a irmã, também branca com olhos díspares mas não resistimos ao encanto da Agnes, que veio connosco para Lisboa. Como os azuis tabbies também me fascinavam, depois de muito tempo de procura e alguns recuos, fui encontrar a Violleta na Bélgica. A Vivi é uma gatinha muito activa e esperta, mas que não adormece sem levar a sua dose de mimos.

Deixo aqui a minha homenagem a todos os animais que partilharam as nossas vidas, e que tanta alegria nos deram!
Bidú:
Miú: